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21 de Fevereiro de 2016

Acreditarias se te dissesse que a cada segundo que passa tudo se torna mais fácil? E se eu te dissesse que a cada dia que passa a tua ausência não passa a ser notada, acreditarias de igualmente forma? Após tantos dias continuo aqui, e talvez ainda bem próxima da forma em que me deixaste pela última vez. Gostava realmente de poder dizer te que a cada dia tudo é bem mais transparente, que se tem tornado muito mais fácil, e até que a tua ausência não começa nem sequer a consumir me, mas estaria a mentir. Posso assegurar te de que já não magoa tanto como no primeiro segundo, minuto, dia ou hora, e talvez isso te dê algumas horas de sono, mas ainda dói, e aí espero que te magoe a ti. E por vezes, dói tanto que esmaga. Por vezes, custa tanto que chego a sentir o peso acentuado da tua ausência. Por vezes, tortura tanto que me sinto incapaz, incapaz de possuir saudades, e dói tanto que, se calhar, até já a tenho comigo. Cada vez percebo menos, e tu nem sequer chegaste a ir te embora. Verdade seja dita, quem já deveria ter se ido era eu, mas eu gostava tanto de conseguir ficar.. E são os nossos momentos, os nossos olhares, os nossos toques, os nossos sorrisos, são todos esses afetos que todas as noites me colocam a dúvida, que não me permitem perceber se não passou tudo de um sonho ou se foi realmente um pesadelo, e por vezes gostava de acordar. Mas é aí que o mesmo me faz crer, e acreditar, que tenho de voltar. E talvez eu volte por mim, e eventualmente, por nós, consiga ficar.

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